Ilha 04 | Kammal João

(07 a 26 de julho de 2018)

“ficamos em silêncio alguns momentos, com deus ou sem deus, debaixo do milagre da luz que nos tratava tão bem quanto às plantas. sorri sozinho.”
A máquina de fazer espanhóis
Valter Hugo Mãe

Olhe para a árvore e veja a síntese das coisas. Gire em torno dela.
Pense no que pode ser.
Mova a terra sem pretensão.

A pintura é uma chance. O desenho, outra.
Gire em torno deles.

A matéria é de toda importância. A matéria é caminho e Kammal João o encara com a mais profunda serenidade. Seu exercício é de transmutação dos símbolos e durações. Nele, o ser é lançado fora de si, antes de si, e ao mesmo tempo está aqui, com seu peso inescapável.

Não há enfrentamento. Há apenas contornos. A figuração e a abstração, sem distinção necessária.

curadoria | João Paulo Quintella  /  curadora assistente | Ana Bourdagohe